"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança." Romanos 5.3 e 4.
Sabemos que o cristão também passa constatemente por tribulações, mas o que diferencia do ímpio, é justamente a paciência que mora no seu coração, que se transforma em esperança de dias melhores quando pratica sua fé e vive experiências edificantes nas lutas do dia-a-dia.
Leia Também: Como usar uma Bíblia de estudo
A condição de servo fiel e fervoroso na fé que o homem de Deus deve empreender, me encoraja a contar a estória de um lavrador chamado João Maia que morava nas proximidades de um grande centro urbano.
Era um homem trabalhador, esforçado, honesto e dedicado a sua família. Passava o dia cultivando grãos na pequena propriedade que cuidava. Sua esposa e filhos, o ajudavam sempre e isso era seu maior motivo de orgulho, pois trabalhavam com entusiasmo e alegria. Mas esta situação trazia preocupações em relação ao futuro, por isso, planejava melhorar de vida para oferecer uma educação de qualidade para seus filhos, mas a vida que levavam era muito sacrificada, pois os recursos obtidos com o cultivo dos grãos eram limitados e ainda precisavam dividir o lucro com o proprietário das terras, o fazendeiro Jonas Sampaio, dono de um terço de todas as propriedades da cidade.
João Maia era um homem segundo o coração de Deus. Vivia em oração, buscava diariamente a face do Senhor e, como prova de sua incansável busca, seus joelhos tornaram-se calejados e com isso, cria fielmente que Deus iria responder suas orações tão logo estivesse pronto para receber a bênção de mudar sua vida e investir na educação e proporcionar uma melhor alimentação para os seus filhos.
Dona Maria, sua esposa, também era uma mulher temente a Deus. Cuidava dos seus filhos com amor e honrava seu marido de muitas maneiras, especialmente com palavras de encorajamento para continuarem juntos sua longa jornada de trabalho que enfrentavam diariamente, independentemente das condições climáticas, que geralmente representavam o desafio das altas temperaturas do verão constante instaurado na cidade.
Mas, certa vez, cansada de sofrer privações, Dona Maria deixou João Maia perceber sua insatisfação. Questionada sobre o quê a afligia tanto, foi categórica nas suas afirmações:
- João, não agüento mais essa vida de pobreza! Trabalhamos tanto e o que recebemos quase não dá para alimentarmos nossos filhos!
- Calma, mulher, estou certo de que Deus está ouvindo nossas orações e as responderá logo!
- Às vezes, questiono se Deus realmente está disposto a responder nossas orações, oramos tanto, buscamos sua presença constantemente, mas seu silêncio me incomoda fazendo meu coração duvidar do Seu amor pelos que precisam da sua assistência.
- Tudo falas como uma tola, mulher! Parece que não conhece a palavra Santa e Maravilhosa que vem dos lábios do nosso Deus quando faz promessas aos que Nele confiam! O que houve com a sua fé?
- João, entenda o que estou lhe dizendo, são anos de oração e o que realmente mudou em nossa vida?
- Suas palavras insanas trazem à minha memória a ocasião em que a esposa de Jó lhe disse: ainda conservas a tua integridade? amaldiçoa teu Deus e morre. (Jó 2.9). Nosso sofrimento não se compara ao de Jó, pois apesar de toda a nossa luta, somos saudáveis e isso deve ser motivo de grande alegria para os filhos de Deus. Traga à sua memória aquilo que te dá esperança! Lembre-se de que Jesus morreu por você na cruz do calvário, realizando o perfeito sacrifício, pois Ele se fez carne, não cometeu nenhum pecado e ainda pagou o preço por nós! Maria, jamais deixarei meu Deus, mesmo que venha a passar fome, pois Sua palavra diz que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que procede da boca de Deus (Mateus 4.4). Posso te dizer, com toda a convicção, de que sem Deus a vida não vale a pena ser vivida.
Dona Maria abaixou a cabeça e começou a chorar reconhecendo que havia falado demais, mas estava arrependida, com isso, sentiu no seu coração o desejo de reunir a família para uma oração. João alegrou novamente seu coração quando percebeu que sua companheira falava e se comportava como antes, reacendendo a chama da fé.
Passaram-se alguns dias. Por volta das seis da manhã, a família recebeu uma inesperada visita. Tratava-se do Sr. Jonas Sampaio, dono da propriedade onde moravam. Na ocasião, expressou uma simpatia jamais vista e ainda ofereceu-se para tomar café com eles. Estranhando sua atitude, mas mostrando sua hospitalidade, João reservou-lhe um lugar a mesa. Após esse gesto, só tiveram motivos para comemorar quando Jonas contou-lhes o motivo de sua visita. Disse ter tido um sonho com Deus, dizendo que convidasse João para ser seu sócio em alguns dos seus empreendimentos. Jonas foi tocado pelo Espírito Santo e obedeceu a Deus com alegria! E assim, a vida daquela família prosperava cada vez mais. João passou a trabalhar com Jonas e sempre que possível, pregava para ele a palavra de Deus, até que chegou o momento em que Jonas aceitou Jesus e teve os espaços de uma vida solitária preenchidos com presença maravilhosa de Deus!
João perseverou na fé e foi honrado por Deus. E assim ,meus irmãos, Ele age em nossas vidas. Não olhem as circunstâncias, olhem para Deus! Não importa se você acha que a bênção está demorando a chegar, busque, creia que ela vai chegar! Agrade o coração do Senhor e Ele satisfará o desejo do teu coração. Servimos um Deus amoroso, atencioso, misericordioso e preocupado com o nosso bem-estar. Não haja como a Dona Maria que, apesar de ser uma serva do Senhor, foi movida pelas circunstâncias, mas mesmo que isso ocorra, arrependa-se e ajoelhe-se diante do Senhor e o mostre o quanto você o ama e Ele te responderá o quanto você é importante para Ele!
Sorria, Cristo é a nossa Esperança viva!
